sexta-feira, 27 de abril de 2007

Os Morcegos: O Retorno!



O cara que amava Cinema, Literatura, Música, Quadrinhos e Artes em geral tinha ido ali tomar um cafezinho, mas acabou de voltar... Por que não?!


Eis que surjo novamente no espaço virtual... À exceção do "novamente", foi assim que comecei minha "vida virtual", há exatos 3 anos, com a estréia do 'blog' Morcegos, ainda no Weblogger. E hoje, mais que um aniversário, posso dizer que comemoro o meu "retorno" após mais de 8 meses afastado deste espaço!

Uma confissão a fazer: quando da estréia, em 27 de abril de 2004, a sensação era de "eternidade", um espaço de criação cultural que fosse, num crescendo, até a consolidação do sucesso de centenas de visitações e, por tabela, de patrocínios mil e, quiçá, da descoberta de escritos meus por uma grande editora... Três anos, duas paralisações e centenas de acertos e equívocos depois, o real provou ser bem maior que o virtual: o espaço foi feito, escrevi muito em função do 'blog', visitações houve em certa escala e os livros até surgiram, graças a compilações de contos, crônicas e poemas aqui escritos, mas nada de publicações, editoras ou de "descobertas"... Agora, o virtual é que volta a ser real!

E a idéia da perenidade acabou sendo afastada por duas vezes, em que, por pouco, Os Morcegos (novo nome, sem meu nome na barra de endereços) não mais conseguiam encontrar o caminho de volta, com dois afastamentos: um recuo ainda no primeiro ano, entre junho e agosto, quando "muita coisa perdeu a graça" (ré, ré), e a outra, a mais "dramática", levada a cabo em agosto do ano passado, com requintes de adeus - muitos indagaram os motivos, mas era só um pouco de cansaço, um pouco de "famílias mortas" e, acima de tudo, falta de tempo, de fazer e de visitar para ver o meu feito... Enfim, o ocaso!!!

Mas cedi ao tempo, que me vergou e jogou de volta Os Morcegos a este renovado Blogspot! E chega de lero-lero e vem cá que eu também quero: explicando e andando, sem mais (nem menos), há alegria na revisita e na refazenda, em vôos com menos freqüência (por enquanto, semanais), mas nem por isso menos interessantes – por isso, vamos logo ao que trouxe os primeiros quirópteros voadores...

ODEIO VOCÊ, ODEIO VOCÊ, ODEIO VOCÊ, ODEIO...

De certa forma, haverá uma certa marginalidade por aqui (absolutamente sem tempo ou sem saco para as visitinhas de cortesia no momento...), mas o título não se deve a isso, e sim ao amor e ao ódio em caetanear: de volta a São Luís depois de 9 anos de jejum, Caetano Veloso fez escala por aqui com o 'show' (várias leituras, diga-se de passagem). Conferi de perto um ídolo de infância, um ícone da cultura mundial, de incansáveis e inimitáveis obras-primas, e pela primeira vez!

Quase não ia, porque Caetano já mudou, desmudou e desbundou tanto, que prefiro conservar aquele gênio de até o comecinho dos anos 80 (Chico, entretanto, eu conservo até hoje, ainda que irregularmente). Mas Jandira e o amigo Oliberto queriam tanto, que me convenceram a seguir com eles para o ginásio Castelinho, que, infelizmente, ficou longe da lotação - e com um som não muito bom...
Caetano Veloso durante o show do CD 'Cê', em Brasília (19/11/2006)
'Show' divertido, para a minha surpresa: se acabaram as obras-primas há muito tempo, ainda resta uma efervescência, apesar do "trio rock básico" (que toca bem) e dos bastões de neon dependurados... Deu para curtir os poucos papinhos breves com o público ("São Luís é linda; Que terra que vocês têm..." ou "Estou acostumado a desagradar governo e oposição há muito tempo...") e algumas canções do irregularíssimo : enquanto dá para se entortar a boca com as bobagens gigantes como Rocks ("mor rata comigo!"), Outro e Wally Salomão (o genial artista merecia uma homenagem melhor...), fica fácil de se divertir com os embalos de Deusa Urbana, Musa Híbrida e com a porra-louquice ritaleeniana Homem e até dá para descobrir belas e/ou inteligentes composições, como Minhas Lágrimas ("Desolação de Los Angeles..."), Não me arrependo e Odeio, esta última cantada duas vezes nas quase duas horas de apresentação onde aquele senhor magrinho deu umas comportadas reboladinhas, sambadinhas e até ensaiou uns passos de frevo...

Nem Jandira nem Oliberto gostaram muito, porque esperavam os clássicos pré-80 (confesso que estava louco para ouvir SuperBacana ou Tropicália, não sei por quê!), mas o que dizer do cara que chegou a reinventar a música brasileira, ao lado de gênios como Gil e Chico, e que detesta ser lembrado por "Alegria, Alegria" (que eu, em homenagem a ele e a mim, no momento, ponho no ar): "Ei, gente, ele cantou algumas boas do disco Transa e ainda lembrou Sampa, London, London (que Paulo Ricardo destruiu para todo o sempre) e O Homem Velho..." Só faltou Oliberto defender: "É, ele já tem mesmo a alma saturada de poesia, soul e rock'n roll", no que eu, com certeza, acrescentaria: "Odeie, mas Caetano já é imortal..."

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