segunda-feira, 25 de abril de 2011

Filmes e Gêneros



Difícil de classificar...?

Reitero o que já havia dito quando da entrega do Oscar sobre os filmes A Rede Social e Bravura Indômita, cujos trechos acabei revendo recentemente, tamanha a enxurrada de ovações a estes competentes, porém apenas bons filmes de 2010 (tal como o realista drama O Lutador, com o sempre ótimo, e agora oscarizado, Christian "Batman" Bale)! Mas reprise, para mim, hoje é luxo! Foi-se a época, por exemplo, em que eu fazia uma lista mensal com vários títulos vistos, inéditos ou não: hoje em dia, com a falta de tempo, se dá para ver uns 2 filmes num mês, "Viva o Brasil de Cabral", como diz minha mãe! Mas há uma luz no fim do túnel e um motivo a mais para comemorar: além da saúde plena de Isabela de volta, consegui, entre as ações, os cursos, as compras, a casa e as fraldas (sem esquecer, infelizmente, o hospital, as clínicas e os remédios por um período...), do carnaval até este feriadão da Páscoa, assistir a uma boa pá de filmes...

Do interessante terror-psicológico 1408 alugado e visto na casa da amiga Lígia (depois de um longo inverno de visitas!) aos filmes baixados graças ao bom PC e à 'internet' (preços exorbitantes das locadoras? Aborrecimentos no cinema? 'Tou fora!), vários foram os estilos: Predadores (fraco reinício da bela franquia de ação/ficção-científica iniciada com Scwarzenegger e estragada com a mistura com Aliens e afins); as animações Batman contra o Capuz Vermelho (estória razoável para adultos que acompanham as HQs do Homem-Morcego, especialmente com uma boa homenagem ao Menino-Prodígio), Mary e Max Uma Amizade Diferente (interessante e provocador longa australiano que, apesar das esquisitices, bem poderia ter sido indicado ao Oscar na categoria) e Rio (divertido, bonitinho e colorido, porém superficial desenho do brasileiro Carlos Saldanha); Um dia para relembrar (apenas razoável drama de 1995, com um Pacino no piloto automático...); as comédias As Viagens de Gulliver (sem dúvida, o pior de todos: tolo e mal editado, com apenas uma piada simpática, a eterna brincadeira 'pop' de Jack Black com o universo de Star Wars), Entrando numa fria maior ainda com a família (apesar dos ótimos coadjuvantes e da piada-chamariz do "Godfocker", mais do mesmo num filme fraco) e KickAss (divertida comédia de ação com ultra-violência baseada em HQ); e, enfim, um filme digno de nota - o oscarizado O Discurso do Rei, interessante "drama de minúcia", daqueles que tão bem sabem produzir os "bons caras das ilhas" do Cinema irlandês e inglês, tal como o também ótimo A Rainha, onde um pequeno assunto (no caso, a gagueira do rei George VI) transforma-se num belo espetáculo de superação e de boas atuações.

E falando em filmes – e em seus gêneros –, mais recentemente ainda (último fim de semana) resolvi acrescentar mais duas prateleiras de tatajuba no gabinete, a fim de ampliar o espaço para a acomodação, dentre outras coleções, de meus DVDs e 'Blue-Rays' (cujas últimas aquisições, Uma Aventura na África, Os Goonies, Kill Bill - Vols 1 e 2, Matrix, Star Wars Trilogia Clássica, Brilho eterno de uma mente sem lembranças, Ben-Hur, O Mistério da Libélula, Tomates Verdes Fritos, A Era do Rádio, Os Normais, Pelé Eterno, Cronologia do Donald, Alice no País das Maravilhas, Drácula de Bram Stoker, O Resgate do Soldado Ryan, O Chamado, Akira, 300, Os Infiltrados e Os Reis do Ié-Ié-Ié, seguem lacrados e eu, sem poder revê-los por falta de... Bem, vocês já sabem!), e, qual não foi a minha surpresa ao enfrentar a imensa dificuldade de catalogação de meus filmes por gênero, tarefa das mais árduas, em face do grande ecletismo dos temas existentes nas películas... Mas afinal: quais são os gêneros existentes?

Partindo-se das premissas da Comédia e da Tragédia do Teatro Grego, chega-se facilmente aos grandes filões cinematográficos da Comédia e do Drama, de onde dezenas de outros subgêneros têm sua gênese: comédias-românticas, comédias dramáticas, romances e musicais – creio mesmo ser o Musical um subgênero de Comédia ou do Drama: à exceção de filmes "cantados", como Evita e Guarda-Chuvas do Amor, é só prestar atenção ao esteio da trama permeada por baixo das canções e números coreografados, mesmo quando o filme é narrado por meio da música (vide a Comédia Cantando na Chuva e o Drama Dançando no Escuro)! E "gêneros" como "Faroeste" (ou 'Western', como desejam os puristas holywoodianos)? Subgênero geográfico: tudo não passa de uma grande aventura ou de um pesado drama sobre os pioneiros do Oeste norte-americano... Tanto que, se filmássemos Rastros de Ódio no sertão nordestino, não haveria mais faroeste, mas só e tão somente um drama forte sobre preconceito na pobre região brasileira... E quanto ao gênero "Guerra"? Já tenho minhas dúvidas... Melhor seria classificar como "drama de guerra", subgênero que, normalmente, viria embebido em sangue de violentas cenas de batalha...

Mas maiores dúvidas surgiram 'in loco': como elencar filmes como De volta para o futuro e Os Caça-Fantasmas? Classifico-os como comédias de ficção científica! Já Brilho eterno de uma mente sem lembranças estaria neste mesmo segmento ou em romance? E como classificar filmes "modernos" como Moulin Rouge ou O Fabuloso Destino de Amélie Poulain? E Um Tira da Pesada: policial fraquinho ou uma boa comédia de aventura? E Onde os fracos não têm vez: suspense, policial ou drama de ação? E O Poderoso Chefão: policial ou drama épico? E o que vem a ser um "épico" no Cinema: as produções à Ben-Hur e Spartacus (dramas ou aventuras ditas clássicas?!) ou aquelas sagas onde o personagem passa por inúmeras adversidades até encontrar sua redenção (Três homens em conflito, Dança com Lobos e Superman - o filme)? Qual o critério para diferenciar fantasia de ficção científica, seriedade da abordagem? E qual a linha tênue que separaria suspense de terror – presença ou não de tema sobrenatural?

Engraçado é quando a distribuidora do filme "tenta" empurrar gato por lebre: na capa de Segredos e Mentiras, pesado drama familiar do diretor Mike Leigh, consta o filme como "comédia" - da mesma forma que em Faça a coisa certa, de Spike Lee (aquele que culmina com uma tragédia no Brooklyn, em NY, baseado em estória real!)! Mas ainda mais engraçado é quando se "criam" gêneros: já vi filme ser vendido como "clássico" (Os Dez Mandamentos... Ou seja: um gênero que já nasce eterno...

Na(s) dúvida(s), classifiquei meus quase 200 títulos (confira a lista completa e atualiza aqui) e os coloquei cuidadosamente nas minhas bem limpas e lustradas prateleiras, sentindo falta do tempo em que eu tinha tempo para ver e rever os clássicos de todos os tempos e de todos os gêneros que minha hoje fatigada mente tão bem catalogou em minha memória afetiva... Acho que a coisa toda é como o amor: Cinema, como qualquer arte em sua essência, não tem gênero - toca fundo na alma ou não; é bom ou não é! E, como "amar se aprende amando", como dizia o Poeta, sigamos aprendendo cada dia mais a "interpretar" cada nuance da Sétima Arte...


Pra que tanto filme, meu Deus, diria o Poeta, numa atualização sugerida pela minha esposa Jandira: quase não vendo nenhum filme novo, imagine arrumar tempo para ver uma reprise...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Música, Humor, Reis e Futebol




Algumas postagens atrás, disse em forma de verso que "O mundo é uma bola/ e meu coração rola pra lá e pra cá"... Mesmo jamais tendo sido o grande artilheiro dos campinhos de rua ou das quadras de colégio (minha perna-de-pau costumeiramente me levava, no máximo, à zaga ou ao gol), sempre gostei de Futebol e fui apaixonado pelo Clube de Regatas Vasco da Gama (um legítimo "vascaíno fajuto", como diz meu amigo Henrique, uma vez que não sou carioca, mas maranhense). Não só eu, como várias personalidades ilustres que também admiro...

E este mês de abril vai chegando ao fim de forma especial: além da arrancada do "Trem-Bala da Colina" rumo à Taça Rio, aquelas "personalidades especiais" fazem aniversário - Roberto Carlos, cruzmaltino e eterno Rei da Juventude e da Jovem Guarda (pois, pra mim, o Rei da MPB, na sua essência, é Chico Buarque), mesmo com todos os defeitos (a péssima qualidade dos últimos 20 anos; o ditatorismo contra a recente biografia na Justiça; os plágios...), merece todas as láureas pelos 70 anos completados ontem; outro Roberto, o Dinamite, também comemorou aniversário recentemente, sem esquecer de continuar driblando na difícil arte de conduzir o amado time onde ele foi rei, agora com 57 anos.

Outro vascaíno de nome a comandar a festa em abril é um dos maiores Mestres da Comédia nacional: Chico Anysio, recém chegado aos 80 (dia 12) e saído de uma dura jornada hospitalar - uma pena que seu humor de caracterização esteja enferrujado devido à idade avançada (vide seu último especial, onde estava sem graça e deslocado nas fantasias, bem como seus últimos espetáculos: um dos precursores do 'stand-up comedy' sentado, sem fôlego...)... Por fim, um rei, um gênio, um pioneiro, enfim, um artista completo: Charles Chaplin, o 'Charlie' ou "Carlitos", como ficou imortalizado por aqui - esse, apesar de nunca ter sido da bola (a não ser por aquela inesquecível cena de O Grande Ditador), se o fosse, sem dúvida também seria vascaíno da gema: apesar de ter nos deixado no ano em que nasci, 1977, os 122 anos de seu nascimento, comemorados na última sexta, 14, devem ser lembrados e reverenciados por todo amante da Sétima Arte, pela inventividade múltipla (ator, diretor, roteirista e compositor) e por tudo que ele construiu naqueles duros tempos dos primórdios cinematográficos da pantomima...

Vamos todos cantar de coração nossos parabéns a estes craques eternos em suas cenas inesquecíveis em nossas memórias infantis perdidas no tempo de uma bola de meia num canto qualquer...



Desejando a todos um bom feriado de reflexões e de descanso: uma feliz Páscoa de gostosas recordações...

domingo, 17 de abril de 2011

"Todos e Todas"


Ainda com o tempo escasso (e cogitando seriamente acerca de umas férias virtuais em breve...) e ainda estarrecido com a barbárie com cara de bestialismo norte-americano na escola do Realengo, no Rio (crianças, meu Deus...), cá estou, há um tempo, a ruminar com meus botões sobre este mundo cão... Seria só eu ou há mais pessoas fartas deste estado latente de mundo politicamente correto?

Explico: ‘bullying’, estrangeirismo chato e difícil de falar (e de escrever) e que é sinônimo de “provocação com ameaça”, virou a palavra da vez e o circo midiático segue o espetáculo da vitimização: estamos a criar uma sociedade de medíocres! Só assim para explicar a chatice que se tem tornado o destaque para as “pobres vítimas” da sociedade: começa-se com os menininhos e menininhas “traumatizados”, passa-se pelos pobres homossexuais que precisam de direitos e mais direitos, até se chegar aos coitadinhos dos índios inalcançáveis em suas redomas de “bons selvagens”, dos negros cotistas etc e etc.

Bom, antes que me processem e me enquadrem nalgum tipo inafiançável de crime, deixem-me ir por partes: certo mesmo estava aquele gordinho australiano que sentou o braço no coleguinha provocador! Não me entendam mal, jamais promoveria qualquer ato pró-violência, mas ocupar o espaço que vem ocupando esse tal de ‘bullying’ é o mesmo que alimentar a gestação de um monte de “indefesos” que não sabem se adaptar! Afinal, quem não sofreu algum escárnio no colégio? Eu mesmo fui “cabeção”, “CDF” e “4 Olhos” e, na adolescência, recebia 4 medalhas de melhor aluno e me saía muito bem com o público feminino, graças a Deus! Sim, havia um grandalhão que me ameaçava de “malho” no recreio, mas foi só chamar meu pai, que trocou algumas palavras com o moleque repetente, com o dedo em riste na cara do meliante (o garotão era um pouquinho maior que meu pai!) e as provocações cessaram...

O curioso é que esse mesmo mundo “protetor” dos “bullynizados” gerou uma “vítima” vingativa: arvorando-se na figura do coitadinho, do “Olha o que vocês fizeram comigo” em sua mente insana, um imbecil psicopata chacina crianças e adolescentes que jamais viu na vida! Absurdo! E, mais curioso ainda, o louco-social ainda se arvorou na figura “heróica” do gordinho australiano! Ou seja, tem cartucho pra todo mundo e pra todo gosto! Sentasse um catiripapo nos moleques provocadores de sua época, chamasse o pai, como eu, ou a professora, a diretora... Mas, não: encalacrou-se na confortável desculpa do casulo dos “esquisitos” das “minorias” e acabou matando inocentes e sendo morto...

Quantos índios seqüestram funcionários da FUNAI, traficam drogas em suas reservas, têm celular enfiado em seus calções Nike e permanecem em sua doce e romântica realidade de silvícolas intocáveis, sem produzir para a mesma sociedade que os protege de forma infantil... 'Nerds’, ‘gays’, “vítimas” de ‘bulying’, negros... Quantas minorias! O mundo não precisa se setorizar tanto, porque, aos poucos, o que se criam são nichos de mais rancor, ódio e contra-violência! Discutamos direitos e deveres de todos, num todo, mas chega dessa idéia tacanha de levar as leis ao casuísmo infinito de cada vez maiores minorias...

Sim, porque ainda mais chato é ver um “Ex-BBB pensante” (e isso existe?), na Câmara, criar mais norma penal para punir “discriminação”: já não há leis suficientes no Brasil?! No máximo, acrescentasse um inciso ao artigo de injúria no capítulo dos Crimes contra A Honra, por exemplo (Arts. 141 a 148, Código Penal Brasileiro, como já acontece com grosserias verbais preconceituosas contra negros)! Mas, não: criemos mais leis e mais tipos penais! Piada de "bichinha"? Até se pode contar, contanto que, logo em seguida ao final, aponha-se um "nada contra"...

Jamais considerei muito “natural” o homossexualismo, jamais o entendi, mas nunca proferiria isso aos quatro ventos, a promover uma caça às bruxas sem intenção e desnecessária! Até porque meu “não entender” nunca me impediu de aceitar e conviver tranqüilamente com vários deles em qualquer meio social, sem nenhum problema – isso sem falar em grandes personalidades e gênios artísticos que são ‘gays’! Mas, detalhe, admiro-os pelo que eles produziram, não por qualquer outra "bandeira" defendida, situação que parece ser levantada hoje pelo tal "orgulho 'gay'" tal como a fama pela fama: orgulho simplesmente por ser homossexual ou pelo que se é capaz de produzir?! Porque eu não tenho "orgulho" de ser heterossexual: gosto de o ser e pronto! Se fosse 'gay' correria atrás dos meus direitos: e viva os "casais homo" que vão à luta e vêem reconhecidos direitos previdenciários por união estável, sem necessidade de lei! E homofobia não é isso tudo que pregam por aí, não, senão chegaremos à punição pelo grito, uma ditadura às avessas! E "parada 'gay'", pra mim, é mais carnaval de bibas e bibos que querem aparecer do que qualquer outra coisa!

Violência contra 'gays'? Que se puna exemplarmente! Tal como a violência contra qualquer um, por motivo fútil ou torpe! Nossas leis penais são bem abrangentes neste aspecto... Que se puna com mais rigor, com penas mais duras? De acordo! Mas só para o segmento A, B ou C? Por quê? Eles não são melhores que uma grávida que morra no trânsito por causa de um assalto ou do que um pai de família vascaíno morto num bar depois de uma discussão com um flamenguista? Ou agora os vascaínos precisarão de leis próprias? Ou ainda as mortes e perseguições a um homossexual, um negro ou uma prostituta são equivalentes ao holocausto nazista na Segunda Guerra? Acho que não...

Defenderia até a morte a causa de um homossexual despedido ou violentado devido à sua opção sexual e jamais me colocaria contra o estilo de vida de qualquer um, na sua intimidade! Mas me incomodam trocas de beijos e carícias entre ‘gays’ em público, do mesmo jeito que me enchem o saco aqueles casaizinhos héteros que se esqueceram de que o banco de uma praça ou de um cinema não é um motel! E, sim, tal como o reacionário do Bolsonaro, de quem discordo veementemente pelo pútrido perfil virulento de extrema direita, eu prefiro que um filho meu não seja ‘gay’... Mas, claro, se tal acontecesse, com certeza não seria com “educação” que “reverteria” quadro algum, né, ilustre Deputado? Apenas conversaria muito com meu filho, não necessariamente para “entender”, mas, principalmente, para que ele fosse o melhor ‘gay’ do mundo!

Mas e o Bolsonaro, hein? Virou notícia de babaca que é, incapaz de aparecer na mídia por qualquer feito político, a não ser por suas querelas absurdas preconceituosas e de bandeiras pró-Ditadura Militar dos sofríveis anos de chumbo brasileiros... Mas foi brigar logo com quem, com outra imbecil cujo único talento é ser filha de Gil: chata, burra e feia, mas “sexualmente na moda” (vide o endeusamento à Bruna Surfistinha...), Preta conseguiu “arrancar” do deputado idiota algumas “verdades”, como os fatos de considerar o homossexualismo e o envolvimento com negros um "problema de educação" (que se resolve com umas "porradas"!) e ser contra “cotistas”! Tirantes os seus redondos absurdos, também sou contra cotas para negros (ou seria melhor "afro-descendentes"? Que medo de errar...) e, nem por isso, sou preconceituoso: viva a meritocracia! Num País de "pardos", fica mesmo muito difícil separar por "castas" raciais... Não será com tais políticas tolas e vazias de argumentação que emendaremos chagas sócio-raciais de séculos, mas sim com educação para todos – o que demanda mais alguns séculos... Eu, por exemplo, tinha uma amiga negra na minha turma de Direito na UFMA, vinda de escola pública... Mérito! Minha mulher é mulata (outro nome preconceituoso...), que também é contra cotas de qualquer espécie, e acho linda a cor que traz minha filha – e viva o mérito!

Ah, façam-me um favor: quanto blá-blá-blá! Somos todos iguais, da raça humana, honestamente vejo assim: todos queremos nosso lugar ao sol, e, quanto mais fogo se acender por sobre querelas ditas minoritárias, mais fumaça haverá por sobre os tolos rótulos dos quais se quer fugir! Todos têm o dever de respeitar o direito de todos, independente de credo, sexo ou cor, mas também têm o direito de não se sentirem pressionados pelo dedo acusador de “minoria” alguma: quero rir de piadas politicamente incorretas, porque censurá-las será muito mais temerário e violento do que qualquer violência – até porque a "minoria ruiva" já está a bater as portas do politicamente correto e a querer sua fatia de cotas e proteções legais, vide o genial "videoclipe" estrelado por Marcelo Adnet, no ótimo Comédia MTV, postado ao lado!

No fim, há Oscar Wildes, Cole Porters e Clodovis; Jurunas, Galdinos e Paiakans; Kings, Jens, Grande Othelos e Netinhos; Dilmas e Roseanas... Do trigo sempre se poderá separar o joio! Já há leis suficientes para todos neste Brasil de processos mil e de Justiça de menos... ou “todos e todas”, como num cretino dizer (e que parece já estar virando moda) de outro cretino durante as últimas eleições, num claro temor desesperado de ser descortês diante do público feminino (especialmente quando se tem uma PresidentA no poder...) – se já tenho o todo, pra que a complementação no feminino? Inexplicável... Tanto quanto desgarrar do todo cada vez mais subgrupos intermináveis de "vítimas do preconceito e da perseguição"... Viva a Educação! E viva a liberdade de expressão!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Futebol


Eles se acham: "número um" para o alto e pose de humilde; cabeça baixa, mas topete pra cima, com crista e marra pra dar e vender (e olha que o Ganso é melhor!)...
O Passado e o Futuro: como igualar essa difícil equação?

Enquanto a gorda "humildade" de Ronaldo, pouco antes de sair aposentado, fez com que ele se colocasse, em entrevistas, como "depois de Pelé, o segundo melhor... o segundo ou o terceiro melhor" em sua posição - mas... e quanto a Leônidas da Silva, Friedenreich, Zizinho, Ademir de Menezes, Jairzinho... -, recentemente o craque em ascensão Neymar se comparou a ninguém menos que... Garrincha! Tudo bem, quis enfatizar a comparação no "jeito moleque de jogar", mas... O que anda rolando na "inocente" cabecinha destes boleiros de hoje que, seja por terem ganho (merecidamente) alguns títulos, seja por mal terem saído dos juniores com láureas e... já se acham os novos deuses do Olimpo do Futebol?!

Tento colocar o talento futebolístico da seguinte forma: não tem essa de "eram outros tempos, Futebol era diferente, mais lento e..." blá, blá, blá! O que acontece é que, em qualquer arte - e o esporte bretão pode facilmente se encaixar neste conceito, dada a orquestração digna de um balé nas suas melhores jogadas -, destacam-se pessoas nas mais diferentes épocas por seu pioneirismo, sendo que algumas fixam tais inovações de maneira perpétua... Assim se deu com Pelé e Garrincha, deuses maiores de meu Panteão da Bola: melhor dizendo, pelo conjunto da obra e pela soma de qualidades técnicas (e numa melhor visualição "religiosa", adaptada para um País monoteísta como o nosso), Pelé seria Deus e Garrincha, um anjo (como perfeitamente o personificou Nelson Rodrigues, o "Anjo das Pernas Tortas") - diria mais: O anjo, aquele bam-bam-bam, maioral, dos arcanjos aos querubins e... Opa... Ele mesmo: aquele que achava que era o dono da luz e virou o "coisa-ruim", o capiroto... Garrincha era o próprio "Anjo Caído", o "Demônio da Copa" (como foi apelidado em 58), verdadeiro Diabo, com suas jogadas infernais e seus dribles desconcertantes!

Triste e medíocre uma sociedade sem memória, que basta um qualquer dar duas pedaladinhas para que a imprensa "do ramo" e o próprio jogador se ache um rei... Rei só teve um, e príncipe, vocês já sabem minha opinião: Garrincha era o legítimo "príncipe das trevas" da bola! E, ao lado de outros semi-deuses do Panteão, como Leônidas, Gerson, Tostão, Gilmar, Canhoteiro, Didi, Vavá, Djalma Santos, Domingos da Guia, Nílton Santos, etc. e etc., são sagrados! E, como qualquer comparação com o sagrado é, no mínimo, profana, sacrilégio esses "novos ídolos" de massa se acharem qualquer coisa grandiosa depois de ver uns videozinhos do YouTube: vão fazer a lição de casa antes!

Mas Futebol é mesmo isso: Paixão! E não há como falar neste Esporte-Maior sem uma boa polêmica ou sem um bom marrentinho...


Nunca mais haverá um Pelé ou um Garrincha... Abaixo, o blogueiro de plantão lê meu poema sobre o esporte maior do nosso País; ao lado, sem música em Play it again, Sam: morreu o ex-governador Jackson Lago, um craque no meio da suja politicagem do Maranhão...

Futebol

A bola é redonda, tem dois lados
e rola pra lá e pra cá
entre o pé descalço, de calos e joanetes
do time de meninos que não estuda
nem tem futuro,
e a chuteira dourada
do time dos garotos-propaganda
multimilionários e sem passado...
De juiz, um frustrado sem mãe
e sem talento para jogar...
De técnico, todos nós em rouco uníssono...
E, na reserva, milhões de garotos em fumaça de ilusão...
Na arquibancada, um poeta apático e silencioso
que nunca foi muito de jogar,
mas que se perde na ilusão apoplética
de uma bicicleta de cor negra de um diamante bruto e imortal,
nas pernas tortas de um cafuzo que se acaba como um menino sem juízo
e num rei absoluto com tantos súditos e tantos corações...

O mundo é uma bola
e meu coração rola pra lá e pra cá
esperando apenas o momento mágico de ser chutado a gol
como uma bola de meia certeira no cantinho onde a coruja dorme,
indefensável para qualquer goal keeper perdido no tempo
dos últimos segundos dos 45 do segundo tempo...

(Dilberto L. Rosa, 2005)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Luto




Entendo-me como gente na Política desde os avanços de Jackson Lago na Prefeitura de São Luís, com sua sobriedade como homem público íntegro, no finalzinho da década de 80. Infelizmente, ao longo dos mandatos como prefeito, os avanços cessaram e, com a tal "Frente de Libertação", mesmo com a derrota (temporária...) dos Sarneys, seu governo deixou a desejar...

Logo que a Governadora Midiática ganhou, de mão beijada, do TSE o seu retorno, fez discurso por sobre obras deixadas prontas ou encaminhadas por ele e o denegriu em sua rede suja de imprensa viciada; Jackson seguiu lutando por uma chance de voltar, feito que não conseguiu alcançar, em 2010...

Desde sua luta para permanecer no Palácio dos Leões até este último final de semana, Jackson Lago lutou contra um câncer, que o venceu ontem... Leva consigo erros e acertos, mas provando duas sólidas coisas: é necessário lutar (e é possível vencer!), desde os tempos da Ditadura e de fundação do PDT até a derrocada (ainda que transitória) da Sarna maior deste Maranhão; é possível permanecer na Política sem enriquecer às custas do Erário...

Nossa solidariedade aos parentes e amigos.

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